Estação Pátio e a Economia Criativa

Depois da estreia em 19/03 com a temática (incomum) sobre Cutelaria, o projeto Estação Pátio Savassi segue firme recebendo, em 02/04 (no próprio Pátio Savassi, pela manhã), uma conversa sobre Economia Criativa.

Não só pelo envolvimento a partir das demandas da Ink (que cuida da parte de redes sociais da Estação do Saber) mas também pelo interesse por áreas criativas, me interessei bastante pelo tema.

Espero que tenhamos uma discussão rica, contando também com a participação do “Lucas do Pegada” e a pesquisadora da USP Thais Barros.

Para quem se interessar, o convite está feito. Nos vemos lá?

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Rede Mídia, Twitter e Ink

Na quinta-feira 24/03/11, o programa Rede Mídia, da Rede Minas, abordou o “aniversário” de 5 anos do Twitter.

Em BH – e certamente em todas as cidades nas quais a emissora está presente -, a Rede Minas é uma referência de qualidade incontestável. Exclusivamente neste programa, participaram do debate a professora Lorena Tárcia, que também foi minha orientadora na pós-graduação e Júlia Ramalho, amiga e coordenadora do projeto Estação Pátio, da Estação do Saber, primeiro cliente da Ink.

…e por falar em Ink, imagens  foram feitas na agência, com a colaboração da analista Isabela Araújo. Confira o programa na íntegra.

Parte 1

Parte 2

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Narrativas Transmídia e o paradigma Nolan

Narrativa Transmídia, ou Transmedia Storytelling. O conceito abordado por Henry Jenkins no livro já amplamente comentado Cultura da Convergência é vivenciado amplamente por usuários/consumidores de informação e produtos, sobretudo os culturais, na era da informação digital.

Para exemplificar este formato de construção de produtos “convergentes”, Jenkins resgata Matrix. A película (?), de 1999, é tida por ele como uma das mais significativas produções do gênero, que basicamente se compõe a partir de fragmentos dispersos em vários momentos e mídias (cinema, internet, mobile etc) que, ao final, formam um único universo, responsável por dar ao público uma experiência mais sensacionalista (não no sentido negativo, mas o de sensações) da complexidade, e totalidade, da obra.

Particularmente acredito que Star Wars tenha sido a obra de Narrativa Transmídia mais bem sucedida. De sua concepção e lançamento original, já recheado de quadrinhos, camisetas e toda a base de produtos que caracterizariam o cânone para acervos fanboy, aos mais recentes lançamentos de três grandes produções, completadas por animações, jogos de vídeo-game e toda a miríade de movimentos sociais (que incluem redes digitais ou encontros de fantasia), é inquestionável que a criação de George Lucas tenha rompido a barreira cinematográfica em si para tomar de assalto todas as possibilidades midiáticas.

Star Wars é ainda um exemplo de ciclo comum nestas narrativas, com história, personagens e públicos bem definidos levando à criação espontânea de novos conteúdos, que, por sua vez, geram subprodutos e novos pontos de venda. Os fãs da franquia compram a brincadeira muito bem, e, para quem os conhece, sabe que na hora de investir em um Sabre de Luz, ou simples máscara de Darth Veder, grana não é o problema e o marketing de “valores” fala mais alto.

Entretanto, a recente leitura da obra de Jenkins, em paralelo a uma incursão ao cinema para conferir a recente produção de Christopher Nolan, Inception (A Origem), me trouxeram à tona questionamentos sobre a aplicabilidade (necessária ou não) das narrativas transmídia. Seria mesmo a melhor estratégia pensar sempre em universos que se expandiriam para várias mídias, afim de viabilizar produtos de longa duração? Até quando a narrativa fragmentada pode cativar uma audiência sedenta por imediatismos e obras de rápida digestão?

Embora não tenha demorado as décadas de Lucas para “concluir” sua obra, Nolan trabalha com A Origem desde 2001, ocasião em que apresentou a executivos da Warner um tratado sobre ladrões de sonhos. Em geral dando-se por satisfeito, o público que assiste à obra sabe muito bem que a narrativa termina ali, na sala de cinema mesmo, sem necessidade de desdobramentos futuros. É um filme inteligente, que inquestionavelmente pode gerar um gap de reflexão, mas seria desnecessário assistir a animações ou jogar um console para compreender o que se passa no enredo? Acredito que não.

Vale lembrar ainda que o mesmo Nolan adota postura totalmente oposta ao dirigir a famigerada figura de Batman, com Begins e The Dark Knight. Como se sabe, a franquia se desdobrou em jogos, animações, ações virais (ARG’s) e todo o universo possível de suportes transmídias.

Em tempos de inteligência coletiva e estratégias de marketing de entretenimento cada vez mais agressivas, não raramente somos pegos de surpresa (em alguns casos de forma assustadora, como no Chatroulette). É necessário essa sobreposição mercadológica de narrativas transmídias? Para cada filme que se lança, pelos menos outros tantos subprodutos são ofertados. Neste sentido, A Origem mostra que ainda é possível a subsistência de obras em seus próprios limites, sem apelos megalomaníacos e estratégias mirabolantes de divulgação e captação de atenção, às vezes involuntária.

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