Sobre

Uma coisa leva a outra. Fato número 1.

Ainda na adolescência me interessei por alguns hobbys que ajudaram, certamente, a formatar o que sou hoje.

Primeiramente veio a música. Após inúmeras fitas K7 do Nirvana, gentilmente cedidas pelo companheiro de classe Bruno, no Colégio Tiradentes em BH, me interessei pelo aprendizado em instrumentos de corda. Meses depois, ensaiava meus primeiros acordes, e após bandas covers de grunge, rock e o amadurecimento junto ao gosto por bandas da década de 80 (Joy Division, New Order, Smiths etc), e inúmeras tentativas com projetos não tão bem sucedidos, em setembro de 2010 entro para o Spooler, banda de eletrorock da capital mineira. Não deixe de conferir o som!

Também na época de colégio – embora fora dele – tive contato contato com Cleuber Cristiano, autor do projeto/quadrinho Arroz Integral. Cleuber (ou Igor, como gosta de ser chamado), teve papel fundamental na minha formação como comunicólogo. Foi naquele primeiro momento que tive contato com o hobby de fanzines. Fazíamos vários, de recorte de papel e xerox (e tome zine zine zine… de papel e xerox). A partir dali, outros projetos como um programa para rádio comunitária e produção de primeiros shows surgiram. Mais tarde, ainda no espírito dos fanzines me interesso, obviamente, por blogs, desenvolvendo o gosto pela internet (confira a continuação desta história à frente).

O gosto pela leitura e escrita também surge no período colegial, quando descubro o RPG e gêneros de Ficção Científica, Fantasia etc. Hoje, mais de 15 anos depois, ainda sou rpgista e adepto de jogos old school. Há alguns anos sou comprador assíduo da Noble Knight, loja com livros fora de impressão. Aliás, foi através do hobby que conheci inúmeros caras legais, como os que hoje fazem parte do meu grupo. Você pode acompanhar o Guilherme “Rodo” Ávila, Augusto e Paulo pelo twitter!

Alguns anos mais tarde, optei pela escolha da profissão de Jornalista. Não foi algo difícil. A afinidade pela leitura, escrita, cobertura cultural e arte já havia sido desenvolvida e tive apoio de meus pais.

Aí as coisas vão se definindo ainda mais. Me formei no UniBH. Coisas que você precisa saber sobre a Instituição:

  • O UniBH tem o mais tradicional curso de comunicação de BH
  • Conheci minha esposa, Priskka, através de uma seleção para estagiários
  • Fiz uma pós-graduação em Jornalismo e Cultura também na instituição
  • Hoje sou professor dos cursos de Publicidade e Propaganda e Produção Multimídia lá mesmo

Tenho um carinho imenso por lá. Minha formação foi, considero, o período de mudança na vida. Foram quatro anos de intensa atividade, em que meio gosto pela leitura foi apurado consideravelmente, e a proximidade com a internet se torna algo real.

Como ensaios para projetos futuros, e forma de publicar alguns textos toscos, crio o Em Aberto. Nesta época também participo do Jornal da Rua (experiência em jornalismo cívico) e atuo como produtor da Secretaria de Cultura de BH, hoje fundação municipal de cultura, e na própria Assessoria de Imprensa do UniBH.

Mais ao final do curso, sou contratado para o Núcleo de Comunicação Digital do UniBH, período em que início meus estudos sobre Arquitetura da Informação e desenvolvo projetos para o professor Frederico Gerken (um dos fundadores do IPEC – centro de treinamento da Adobe em BH). Posteriormente, com a saída de Fred da faculdade o substituo como professor.

O gosto pela área (Arquitetura da Informação) faz com que portas sejam abertas na agência mineira Bhtec meses depois. Está é a empresa de publicidade digital mais antiga da capital mineira, e lá – com a coordenação do visionário Márcio – desenvolvo projetos para clientes como Yamaha do Brasil, Globominas, Minas Tênis, BH Shopping e Fiat.

Desnecessário reforçar o quanto amadureci profissionalmente. Mais sobre estes projetos podem ser conferidos aqui.

Nesta época, também como hobby (e desdobramento do gosto pelos fanzines), surge o Opperaa. Revista de crítica cultural na web, ainda em atividade, que posteriormente acaba assumindo papel central em minha vida.

Mais de um ano depois, recebo o convite de Samuel Vignoli e Gabriel Fernandes para compor a equipe da Studio Sol. Considero a agência a experiência mais bem sucedida da capital (e certamente do país) no segmento de publicações digitais. São milhões e milhões de visitas mensais aos seus produtos, que contemplam o Cifraclub, Letras, Palco MP3, e outros no campo de música e internet. Para a Studio Sol, fiquei responsável pelo trabalho de análise métrica (Google Analytics), tendo a possibilidade de compreender um pouco mais com um material volumoso de visitas e comportamentos distintos de audiência.

A saída da Studio Sol marca também o início de uma atuação em nova área. Entre as novas agências a PlanB certamente é a que mais se destaca. Conhecido por seu foco em planejamento, fui convidado a substituir Raquel Camargo (que também havia sido companheira na Studio Sol e uma das fundadoras do Twitter Brasil) para o então novo setor de Redes Sociais.

O UniBH (olha ele aí de novo!) era nosso cliente, e junto com a marca – que me possibilitou, por exemplo, desenvolver projetos para eventos como o Falatas com Marcelo Tas – descobri um novo campo e meu próprio amadurecimento enquanto empreendedor. A criação da área – e descoberta do mercado por esse segmento – despertam minha vontade em empreender. Na PlanB também pude conhecer três sócios que me motivaram a apostar em minhas ideias. Jovens e sem medo de arriscar, certamente são fonte de inspiração para muitos do mercado da capital, e hoje até do país desenvolvendo projetos imensos, como por exemplo, para a Petrobras.

O segundo semestre de 2010 marca minha vida também por dois grandes acontecimentos:

  • Me torno professor do UniBH, em definitivo
  • Decido empreender no meu próprio negócio, a Ink.

Abrir a própria empresa sempre foi um sonho. Iniciar o negócio num segmento tão novo e promissor, o Branded Content, é ainda mais motivacional. Conteúdo e compartilhamento sempre estiveram presentes em minha vida. Nada mais natural que decidir ganhar a vida, de forma autônoma, fazendo estritamente o que se gosta.

Por enquanto é isso, mas aguardo aumentar o texto a cada dia…

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